Meu nome é Valter

arroz

Meu nome é Valter, sou publicitário. Venho a esse espaço pela primeira vez para falar um pouco sobre produto e experiência. Minhas observações mostram que quando o produto oferece uma experiência explícita acontece algo muito interessante, além do previsto. Tanto para o consumidor quanto para o próprio dono da marca e/ou fabricante do item.

Vou exemplificar por meio de duas situações. A primeira vai abordar o arroz e a segunda vai falar de uma bebida com lactobacilos vivos.

Fique à vontade para refletir, e, depois, deixe um comentário no final do texto. O propósito central aqui consiste em ampliar o debate e, da sobra da barba, angariar audiência. Afinal, Valter também sobrevive de cliques.

Tente se lembrar das marcas de arroz, as marcas que vendem o grão nos supermercados, embalados em saquinhos de meio quilo, um quilo ou cinco quilos geralmente. Não são tantas, talvez dê para contar nos dedos, concorda? Mas, ainda assim, a gente costuma comprar sempre o mesmo arroz. O comprador geralmente favorece a marca de sua preferência. Só troca quando a grana está realmente curta, não é mesmo?

Mas e no restaurante? Convenhamos, quem alguma vez perguntou ao mâitre qual era a marca de arroz que viria a acompanhar o seu filé à parmegiana? O arroz, certamente, entrou no prato como uma commodity, claro, como a batata frita. Pois bem, pense nisso. O arroz do amável e tradicional e famoso filé que você comeu provavelmente não é o mesmo daquele que está na despensa da sua casa.

E o sucesso do arroz no restaurante, ou no boteco – que seja –, não é aproveitado pela marca que fornece o alimento ao estabelecimento. O troféu, quando existe o reconhecimento do freguês, fica com o nome da loja – nem com a marca do arroz nem, muito menos, com o cozinheiro. Só se ele for chefe famoso. Olha aí a oportunidade de uma marca de arroz promover-se e oferecer experiências a seus clientes diretos, os bares e restaurantes, e indiretos, os consumidores.

Agora o caso da bebida com lactobacilos. Todo mundo sabe que há um líder absoluto nesse segmento e que outros grandes players concorrem com itens similares. Seja qual for o produto, o bom mesmo é tomar no potinho, ou com canudinho. Se colocarmos o líquido num “copo de requeijão” a experiência jamais será a mesma. É parecido com a cerveja, não dá pra tomar em qualquer recipiente.

Em outro olhar, lembremos que essa bebida com lactobacilos vivos é consumida em casa geralmente. Mas será que é possível expandir essa experiência e ultrapassar os muros do lar com mais frequência, sem que seja por meio da lancheira escolar? Esse caso é mais difícil do que o do arroz, mas deixo aqui minha saída à francesa para que todos possam pensar sobre o assunto.

(por Valter)

Foto: Kuki Rosen

Somos um grupo secreto. Nosso objetivo é, secretamente, contribuir para fazer do mundo um lugar melhor. Somos todos personagens alter-egos do jornalista Rodrigo Rezende e mais algumas coisas. Para falar com ele, mande um e-mail para papelvegetall@hotmail.com

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3 comentários sobre “Meu nome é Valter

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